sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Resenha: Água para Elefantes



Título Original: Water for Elephants
Autor: Sara Gruen
Gênero: Romance/Drama
Editora: Arqueiro
ISBN-13: 6188729296158
ISBN-10: 8729296153
Ano: 2007
Páginas: 272
Edição: 
Tradutor: Anna Olga de Barros Barreto
 Preço: R$8,33 (Lojas Americanas)
Classificação: 

 Falando sobre a história: Água para elefantes inicia no clímax do enredo, com as jaulas dos animais se abrindo e o caos se alastrando. Os animais estavam batendo em retirada - iaques, ursos, girafas e grandes felinos - sem se importar com o que vinha pela frente. E então, Jacob vai até a grande tenda atrás de Marlena, a estrela principal do circo, e lá vê uma cena que fica marcada em sua mente até o momento presente. Jacob agora tem cerca de 90 anos e vive em um asilo juntamente com suas memórias do passado e segredos nunca revelados.

 A história é narrada por Jacob Jankowsky em episódios intercalados entre sua vida atual e seu passado. Após ficar viúvo, Jacob não conseguiu o apoio dos filhos, que tinham uma vida corrida e a solução foi deixa-lo no abrigo para idosos. Ele dá muito trabalho à enfermeira, que faz de tudo para que ele se alimente, se troque, se medique e ele sempre retrucando que não necessita de nenhum cuidado especial e que pode viver muito bem como as outras pessoas fora daquele lugar. Além de sempre arrumar encrenca discutindo com os outros velhinhos.

 Era o dia de visitas do Sr. Jankowsky, um de seus filhos o havia prometido de irem ao circo que estava na cidade. Após uma discussão, Jacob é obrigado a ir jantar no quarto por uma das enfermeiras e adormece. Nesse adormecer, se lembra de quando tinha 23 anos e como sua vida era naquele tempo. Prestes a se formar na faculdade de medicina veterinária, sua família não poderia estar mais feliz. Mas os planos daquele jovem não saem como o esperado. Um trágico acidente envolvendo os pais em uma batida de carro interrompe a conclusão do sonho de ser um renomado veterinário e ajudar a família. O pai era um homem bondoso que aceitava legumes e pequenos animais em troca do trabalho que realizava para pessoas humildes que não tinham condições de pagar com dinheiro. O banco diz que, por isso, a hipoteca da casa não havia sido paga, ou seja, nem mesmo a casa onde eles moravam pôde ficar nas mãos de Jacob, deixando-o não apenas órfão, mas sem um teto.

 Sem esperança alguma, Jacob caminha para longe da cidade e se aproxima de uma linha ferroviária, onde uma locomotiva surge a todo vapor. A primeira cosa que lhe passa pela cabeça é subir naquele trem e ver onde iria parar. Ele não sabia onde estava se metendo, pois o trem onde ele entrara era de um famoso circo - Os Irmãos Benzni, o Maior Espetáculo da Terra -, e acaba se infiltrando entre eles. A princípio, seu trabalho é remover esterco dos vagões. Mas logo se torna o cuidador dos animais, por sua experiência na faculdade. Lá, ele conhece as duas paixões da sua vida: Miranda, a mulher de August (um homem muito, mais muito cruel – podendo até mesmo parecer desumano), e a adorável Rosie, uma elefanta recém-comprada, que poderia ser a salvação do circo. O antigo "domador" acha que a Rosie é muito burra que que não serviria para nada. Mas Jacob descobre que na verdade ela é sim muito inteligente, mas foi treinada em outra língua, em polonês. 

 Existem outros personagens muito cômicos e interessantes como Kinko, o anão que divide o “quarto” com Jacob, o Sr. Camel, um velhinho que o ajuda a se adaptar no circo, Bárbara, uma cortesã que tira o fôlego de muitos rapazes, Lucinda, a mulher obesa da área de aberrações, e Blackie, um capanga fortão que adora jogar forasteiros do trem quando está em movimento.

 Minha Opinião: Divertido. Ler esse livro me proporcionou momentos prazerosos. Água para Elefantes foi um livro que, a princípio, não dava nada por ele, pelo meu “preconceito” com capas de filme. Confesso que não tinha o intuito de comprar o livro, mas, certo dia, fui presenteada com ele. Mas, quando comecei a ler o prólogo, fiquei tão curiosa que em menos de dois dias terminei de ler. E em seguida fui procurar o filme para assistir cruzando os dedos para que tenham sido fiéis (porque não tem coisa pior para um leitor do que as modificações na história que o cinema adora fazer). Embora pequenas coisinhas não estivessem no seu padrão, como o início, onde Jacob já está no circo brigando com os rapazes por ter perdido o horário do espetáculo, enquanto no livro ele narra sua estadia no asilo, é perdoável. Mas, todo o resto, achei que conseguiram ser razoavelmente fiéis. E os atores não poderiam ter sido os melhores para os papéis principais: Robert Pattinson (Jacob), Reese Witherspoon (Marlena) e Christoph Waltz (August).


 Voltando ao livro, outra coisa que gostei foi a bela descrição dos espetáculos. Eu me imaginava sentadinha no picadeiro e comendo pipoca de olhos arregalas olhando tudo aquilo que ele contava. Água para Elefantes é exatamente o tipo de livro que eu amo ler, com romance, drama e aventura, mas tudo isso atrelado a algo novo, algo que eu desconheça. Eu nunca imaginava o circo internamente, por exemplo, como eles vivem na realidade, principalmente os grandes circos de mais de oitenta e poucos anos atrás. Repito, foi muito divertido, e eu passei a habitar alí, entre eles, até a última página.

E-book: Você encontra gratuitamente em PDF clicando AQUI!
Quotes

"Fico acordado até de madrugada, ouvindo Queenie ressonar e me sentindo inteiramente arrasado. Há menos de um mês eu estava prestes a me formar e começar uma carreira ao lado de meu pai. Agora estou a um passo de virar um mendigo - um empregado de circo que caiu em desgraça não só uma, mas duas vezes em apenas dois dias."

"Meu Deus, o que será que fiz ontem à noite? Não tenho a menor ideia. A não ser algumas vagas lembranças e... 
Ai, meu Deus. Vomitei em cima de uma mulher."

"Não sei como aconteceu - eu a puxei ou ela me procurou? -, mas ela está em meus braços e nós estamos valsando, nos inclinando e deslizando na frente da corda pendurada frouxamente. Ao girarmos, avisto a tromba levantada e a cara sorridente de Rosie."

"Meu Deus, sinto falta dessa mulher. E não apenas porque se ela ainda estivesse viva eu não estaria aqui, embora essa seja a mais pura verdade. Não importa quanto ficássemos velhos, cuidaríamos um do outro, como sempre fizemos. Mas, depois que ela partiu, eu não podia contar com meus filhos. A primeira vez que sofri uma queda, eles providenciaram para que eu fosse costurado antes que eu pudesse dizer um Mas, papai, o senhor fraturou a bacia, disseram, como se eu não tivesse notado."

"Ela pára e vira o rosto devagar para me encarar. Primeiro olha para meu peito, depois, para o chão. Baixo os olhos para fitá-la, subitamente sem fala.
 _Ontem à noite você disse 'preciso de você'. Você não disse a palavra 'amor' então só sei o que eu sinto. - Engulo em seco, piscando para linha que divide seus cabelos. - Eu amo você, Marlena, de corpo e alma, e quero ficar com você."


Meu Exemplar



Cenas do Filme



Um grande beijo, esperem as próximas resenhas!


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Resenha: Extraordinário



Título Original: Wonder
Autor: R. J. Palacio
Gênero: Drama
Editora: Intrínseca 
ISBN-13: 9788580573015 
ISBN-10: 8580573017 
Ano: 2013
Páginas: 320
Edição:
Tradutor: Raquel Agavino
 Preço: R$18,81 (Submarino)
Classificação: 


 Falando sobre a história: Tudo começa com o próprio August apresentando a família, explicando o fato de ele não ir a um colégio e como ele havia nascido. O Auggie tem apenas dez anos e por ter nascido com a síndrome de Treacher-Collins, atrelada a uma anomalia genérica rara, ele é superprotegido pela família. Outras pessoas também faziam parte do círculo social dele, como o Christopher, um amigo que havia se mudado, o que deixou August se sentido um pouco só.

 Desde pequeno ele tinha aulas com a mãe em casa, mas como ele estava crescendo, viu-se a necessidade de coloca-lo em uma escola para crianças da idade dele. Embora estudasse em casa, ele era muito esperto e tinha um notório interesse e talento para ciências. Mas a princípio ele rejeitou a ideia, se refreou por pensar na rejeição que poderia ter. Além do que ele sempre havia sido alvo de preconceito de muitas pessoas que o viam de longe e não tinham coragem de se aproximar, por achar que a sua deformidade fosse algo contagioso e sempre viravam o rosto e cochichavam sobre ele. Auggie é muito observador, ele sabia identificar muito bem quando uma pessoa não estava se sentindo confortável perto dele, e também não gostava dessas situações.

 Mesmo sem muito ânimo, ele vai conhecer a escola antes de começarem as aulas. Chegando lá o diretor, o Sr. Bunzanfa, é bem receptivo e pede ajuda de três alunos da série que ele iria estudar para mostrar o colégio a ele enquanto conversava com os pais. Esses três eram: Jack Will, Charlotte e Julian – que convivem com o Auggie durante todo o desenrolar da história.

 As aulas de August começam e ele tenta se adaptar socialmente. Alguns alunos não queriam sentar-se perto dele, mas o Jack Will sempre ficava ao lado dele em todas as aulas. Mas, como havia dito, August é muito observador, então ele sabia que falavam dele pelas costas e que o haviam apelidado de diversas formas. Embora tudo isso, não foi uma barreira para que algumas pessoas se aproximassem e ele conseguiu fazer amigos.

 Um dos interesses peculiares do August é sua paixão por Star Wars, ele realmente conhecia todos os episódios da série e até usava uma trancinha no cabelo igual aos Padawan (aprendizes Jedi). Outra coisa que ele amava era a cadelinha Daisy.


 Mas a história não gira apenas em torno dele. A escritora optou por intercalar o enredo com vários narradores personagens, cada capítulo uma personalidade diferente mostrava seu ponto de vista. O que achei super interessante no capítulo do Justin, namorado de Via, por ele não usar letras maiúsculas no início das frases. E os capítulos de Via e Miranda, amiga de infância da Via, descrevem como elas se sentem por estar entrando no ensino médio, as pessoas que conhecem e o rumo que cada uma acaba tomando. Além disso, as histórias vão se encaixando umas nas outras. O que me deixava mais curiosa era quando o narrador era trocado e certos detalhes que eu gostaria de saber sobre o que eles estavam pensando acabavam se dissipando por terem que passar a vez para outro. Mas isso deixava a leitura mais gostosa e menos cansativa.

 Durante todo o livro, o que August quer demonstrar é que não importa o quanto uma pessoa possa ser diferente das outras, ela pode ser tão interessante quanto. Que não importa como nos parecemos exteriormente, mas como nos portamos e pensamos. A verdadeira beleza está dentro de cada um e que ser gentil muitas vezes é melhor do que parecer certo para as pessoas.



Minha Opinião: Em um mundo que onde a aparência é fundamental, a abordagem de Extraordinário vem para derrubar todos os estereótipos de preconceitos, além de levantar a bandeira anti-bullying. Existem pessoas cruéis, que não se importam com o que os outros sentem, mas também existem pessoas capazes de amar independente do que somos.

 Muitas lágrimas rolaram com as palavras meigas e gentis do August quando as pessoas ao redor o magoavam, o que faz com que o leitor se coloque no lugar dele constantemente tomando as emoções dele para si. Embora fosse uma criança, o Auggie é muito forte e cheio de personalidade (muitas vezes me peguei rindo por certas piadinhas que ele fazia ou das ironias que ele colocava em certas situações). Ele tinha certeza que a família e os amigos o amavam e isso era suficiente, pois eles o faziam se sentir especial. Esse era seu diferencial, o grande coração que possuía e a gentileza que ele transbordava. E a parte final não poderia ser menos emocionante com as declarações finais desse garotinho fofo e inteligente.  

 O Extraordinário não foi apenas mais uma leitura, mas uma experiência. Não há aquele que diga que ao entrar nas páginas de um livro tenha saído a mesma pessoa. Tantas frases marcantes, tantos gestos dignos de serem copiados. Certamente quem ler esse livro não será o mesmo. Há um grande abrir de olhos para as melhores coisas da vida, as que realmente importam. Nós podemos não admitir, mas somos impulsionados a fazer pré-julgamentos daquilo que não conhecemos e que não estamos habituados. A singeleza contida nessas páginas em favor do despertar o interesse pelas diferenças é impressionante, enquanto há uma bofetada sem mão nos pré-conceitos entranhados em cada um de nós.

E-Book: Para adquirir a versão gratuita em PFD no idioma original (inglês) é só clicar aqui!

Quotes


"Mamãe se lembra perfeitamente das palavras que a enfermeira sussurrou em seu ouvido quando o médico disse que era provável que eu não sobrevivesse à aquela noite. 'Todo o que é nascido de Deus vence o mundo.'" - August

"Não basta nos sentarmos lá aula após aula, tentando ficar acordados enquanto eles enchem nossas cabeças com todas aquelas coias de que provavelmente nunca vamos precisar, como, por exemplo, calcular a área da superfície de um cubo ou saber a diferença entre as energias cinética e potencial. Eu nunca, nunca ouvi meus pais pronunciarem a palavra 'cinética' em toda a minha vida!" - Jack Will

"_ Na verdade, concordo com a minha mãe. Acho que somos muito novos para namorar. Quer dizer, não entendo por que a pressa. 
_ É, também acho - disse o August. - O que é uma pena, sabe, com todas essas gatinhas se jogando em cima de mim e tudo mais...
Ele disse isso de um jeito tão engraçado que o leite que eu estava tomando saiu pelo meu nariz quando ri, o que nos fez cair ainda mais na gargalhada." - Jack Will

"a olivia às vezes me lembra um pássaro, de penas eriçadas quando ela está chateada. e, quando ela está frágil desse jeito, parece um passarinho perdido à procura do ninho.
 então deixo que se esconda debaixo da minha asa." - Justin

"Então me levantei junto e aplaudi sem pararAplaudi até minhas mãos doerem. Por um segundo, imaginei como seria legal estar ali, no lugar da Via e do Justin, com toda aquela gente os aplaudindo de pé. Acho que deveria haver uma regra que determinasse todas as pessoas do mundo tinham que ser aplaudidas de pé pelo menos uma vez na vida." - August


Meu Exemplar

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Resenha: O Resgate do Tigre



Título Original: Tiger's Quest
Autor: Colleen Houck
Gênero: Aventura / Romance
Editora: Arqueiro 
ISBN-13: 9788580410617 
ISBN-10: 8580410614 
Ano: 2012
Páginas: 432
Tradutor: Raquel Zampil
Preço: R$17,91 (Submarino)
Classificação: 

Minha breve opinião: O que dizer do segundo livro da saga dos tigres? Simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O! 
 O Resgate do Tigre conseguiu atender às minhas expectativas e, ao contrário de muitas sagas que acabam esfriando a partir do segundo livro, esse volume veio com todo o fogo necessário para me levar de tristeza a euforia, e vice-versa, a cada capítulo que devorava.
 Não quero dar spoiler, mas a vontade de externar TUDO o que senti durante a leitura é incontrolável. Mas... caso eu não me controlar, já vou deixando aqui: AVISO DE PROVÁVEL SPOILER! Assim retiro toda a minha culpa se falar algo que não devia. 

 Falando um pouco da história: Os dramas de Kelsey me pareceram piores depois de ter voltado da Índia, sabendo que uma parte dela havia ficado lá. Então, começam os conflitos interiores e a constante dúvida em escolher qual a melhor decisão a tomar: esquecer um grande amor e seguir em frente ou correr desesperadamente para os braços dele (que, como é descrito, são bem fortes por sinal rs).
 Dessa vez Kelsey enfrenta situações totalmente distintas das aventuras anteriores, mas sem perder o foco no seu objetivo: quebrar a maldição dos tigres. Mas também, sem sair do obvio: correr grandes perigos para conseguir tal façanha. E quem disse que seria fácil? Se no primeiro livro da saga ela se encontrou em um pais estranho e de costumes totalmente diferentes do que ela estava habituada, além de se embrenhar na mata, dar de cara com tigres lindos e maravilhosos, se encontrar com Durga (uma deusa indiana pra lá de suspeita, na minha opinião), lutar contra os Kappa (macacos d'água imortais) e muitas outras coisas que eu poderia passar o dia inteiro citando sobre o livro anterior, então imagina o que veio nessas belas páginas. Enfim, essa mocinha passa por muitas aflições e ainda volta com o coração despedaçado. 

 Também não poderia deixar de falar sobre a fascinante forma com que a autora descreve as emoções de Kelsey: uma hora determinada, super madura, e outra hora frágil, podendo se tornar até infantil. Essas características torna a personagem mas humana em meio a tantas situações fora do normal. Embora, enquanto lia, tive vontade de esbofeteá-la por estar tentando dar uma de durona com Ren ou Kishan quando ela poderia muito bem poderia se fofa, sei que na realidade eu provavelmente faria a mesma coisa. Até porque não é a qualquer hora ou qualquer dia que uma pessoa comum, uma reles mortal, esbarraria com dois príncipes indianos imortais (além de outros detalhes que descobri e me deixou boquiaberta) e teria um raciocínio tão fugaz quando se está em perfeito juízo.

 E as surpresas não param por aqui. Posso dizer que, à medida que me apaixonei por Ren em A Maldição do Tigre, me envolvi com Kishan nesse volume. Fui induzida a entender o que se passava naquela cabecinha tão rebelde. Kishan realmente me deixou muito balançada com o que ele demonstrou ser conforme fui conhecendo a história dele e também pelas atitudes que tomava. Quem diria que daquela rocha de brutalidade poderia escorrer rios de sentimentalismo?

 Voltando para Kelsey, como já havia falado, ela voltou estremecida por não ter engatado um romance com o Sr. Maravilha (lê-se: Ren). Portanto, acha que a melhor forma de esquecê-lo é se apaixonando novamente (ou seja, tapar o sol com a peneira). Como ela havia voltado para casa - uma bela casa afastada da cidade e com um belo porsche conversível azul-cobalto na garagem -, ela descobre que irá cursar a melhor faculdade da região, a West Oregon - tudo obras do Sr. Kadan e companhia - e nela conhece dois rapazes: Artie, um nerd super chato, e Jason, que tem um estilo esportista/largadão. Esses dois a chamam para um encontro. Além do curso, ela entra em aulas de Wushu (arte marcial chinesa) e faz mais amigos: Jennifer e Li (suspiros). Essa segunda aventura não seria tão "fácil" quanto a primeira, então essas aulas a auxiliariam a enfrentar o que viria pela frente, mas dessa vez com Kishan. Vou parando por aqui para não falar demais. 

 PS: Já li o terceiro livro da saga, pois estava muito instigada e não aguentei esperar. Além disso, ganhei o segundo e o terceiro volume do meu amor (obrigada amor ♥) que se compadeceu com as minhas aflições em em ler a saga. Em breve, postarei a próxima resenha.

E-book gratuito: para acessar o e-book produzido pela After Dark, é só clicar aqui!

Quotes


"Vários sentimentos tomaram conta de mim. A princípio fiquei aliviada. Depois, confusa. E em seguida, desapontada. Uma parte de mim ponderou: Um telefonema teria sido gentil. Só para ver se cheguei bem."

"Uma vida com Ren era mais difícil de imaginar. Não parecia que fôssemos feitos um para o outro. Era como combinar Ken com Moranguinho. Ele precisava da Barbie."

"Era dolorosamente óbvio que meu coração rebelde ansiava por ele."

"Nunca se perde por amar. 
Perde-se por se refrear.
- Bárbara De Angelis."

"Kishan era diferente quando Ren não estava por perto. Ele deixava sua vulnerabilidade transparecer e não tentava encobri-la com a arrogância e a fanfarronice que sempre exibia para irritar o irmão. Eu sabia que ele estava sendo sincero. Suas palavras me afetaram profundamente. Elas me entristeciam. Eu sabia que ele precisava se curar do passado tanto quanto Ren. Decidi tentar tornar o clima mais leve.[...] Levantei-me e o abracei. Minha intenção era a de um abraço breve, mas ele me segurou como se eu fosse sua única âncora para a humanidade."

"Quando uma brisa agitou de leve meu cabelo, ouvi Kishan dizer:
— Mantenha o cabelo do seu lado, Kells. Faz cócegas.
Eu ri.
— Desculpe.
Puxei o cabelo por sobre o ombro. Ele resmungou um pouco mais, algo sobremais do que um homem pode aguentar, e se mexeu em silêncio. Peguei no sono logo e tive sonhos nítidos com Ren."

Meu Exemplar



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Filme: Mimi Wo Sumaseba (anime)


 A dica de filme de hoje é um anime. Sou apaixonada por animações japonesas e Mimi Wo Sumaseba é um filme tão encantador e gracioso que resolvi falar sobre ele.


Título Original: Mimi Wo Sumaseba
Título no Brasil: O Sussurro do Coração
Título em InglêsWhisper of the Heart
Produzido Por:  Estúdio Ghibli
Diretor: Yoshifumi Kondo
Gênero: Anime/Drama/Romance
Ano: 1995
Classificação: 

 Tsukishima Shizuku, uma garotinha de 14 anos, está em uma fase de descobertas. Não sabe muito bem o que fazer do seu futuro e, a princípio, não se importa tanto com isso. Sua vida gira em torno dos livros de histórias que tanto procura na biblioteca, mas algo a deixa intrigada. O nome de um garoto, Amasawa Senji, aparece sempre nos cartões da biblioteca na maioria dos livros que ela pega emprestado. Daí surge a curiosidade de saber quem seria esse garoto. Shisuku, além de leitora, escreve muito bem. Ela escreve uma música chamada Country Road e mostra para suas amigas, elas acabam levando a música para cantar no grupo da escola. 
 E na escola começam a primeiras experiências com as paixões/decepções da adolescência. A curiosidade de Shisuku é tanta que certo dia ela resolve seguir um gato que conhece dentro de um vagão de metrô. Esse gato a leva a um lugar diferente, que ela jamais pensaria em ir antes e se impressiona com o que encontra lá. Então, ela acaba conhece o tal garoto misterioso e acaba fazendo uma bela amizade com ele e essa amizade torna-se uma admiração, mas toma um rumo totalmente inesperado na vida de Shisuku. 


 Na Minha Opinião: O filme é perfeito. Shisuku é uma garota muito doce, sonhadora e inteligente. O sonho dela é encontrar uma carreira que a faça feliz, no caso ela resolve virar escritora, pois é o que mais ama fazer. Ela se inspira em Senji, pois ele a fez despertar o sentimento de correr atrás do seu sonho, como ele estava fazendo. Ao espelhar-se nele, por ser um rapaz com convicções sobre os planos para o futuro, ela se empenha ao máximo em provar para si mesma que é capaz de tornar-se uma boa escritora. E esse filme acabou me fazendo relembrar do meu tempo de indecisão em relação em "que caminho seguir depois da escola?", "o que faço da minha vida agora?" e "que faculdade escolher?" ou até mesmo "será que é uma faculdade que eu quero fazer para ser realmente feliz?". Essas também são as perguntas-chave que Shisuku faz para si mesma e ela acaba escolhendo o que acha melhor para si, e conta com o apoio dos pais para fazer suas descobertas. Mimi Wo Sumaseba me tocou bastante (como sempre, manteiga derretida), trazendo uma lição de uma fase da vida que, se já não passaram, ainda passarão. 

O filme começa com a música Country Road em inglês e termina com a mesma música em japonês. Mas eu prefiro a versão original em japonês.
Minha versão favorita de Country Road:


Assista ao filme clicando AQUI!




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